segunda-feira, 25 de julho de 2011

Última semana. Últimos dias. Última vez que ela passa por aquela porta as 7 da manhã de uma segunda-feira. Passa a analisar seu último de tudo dentro daquele lugar. Enquanto o seu primeiro dia não sai da sua cabeça como um filme em preto e branco. Parece que foi ontem e aquele filme está rolando sem parar. Às 8 horas, ela garota entrava por um lugar desconhecido que cheirava como um lugar conhecido. Alguma coisa a fazia lembrar daquele lugar, um estranho conhecido. Que se tornaria apenas conhecido, e bem conhecido, todos os cantos desse tão estranho lugar. Ela sentirá falta dele, sentirá falta daquilo tudo. Esse lugar se tornará uma parte da vida dela. E toda experiência vai ser guardada, como num diário sobre a vida dessa garota. Essa tão irônica vida. A vida realmente é uma ironia, o destino é irônico. E é ele quem comanda. Ela está ali agora, contando os dias, aguardando, esperando, o tão (in) esperado dia. Com aperto no coração e aquela dor que costuma ter o nome de saudade já ao lado dela, pertinho, antes mesmo de ser chamada.

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